Foi ele quem disse que eu posso ser triatleta!

Existem pessoas que nos inspiram por simplesmente existir e outras que a cada dia são capazes de fazer os motivos triplicarem – tri vem de très, em francês, que significa muito. Não lembro ao certo quando conheci o Hudson, talvez, primeiramente, na infinitude de alguma rede social, mas lembro exatamente do dia que vi que ele estava viajando para correr uma Meia Maratona em Buenos Aires porque tinha sido o primeiro colocado na categoria imprensa em alguma prova da Mizuno e foi exatamente nesse momento que os motivos começaram a triplicar, mas engana-se quem acredite que isso aconteceu por causa da colocação. Passei a enxergar o Hudson muito além das lentes, afinal, passei a ter a certeza de que, além de impecavelmente ser fotógrafo, leva, desde sempre, o esporte a sério. Muito a sério, tanto é que, por conta do trabalho que não tem horário fixo, ele precisa encaixar o treino no tempo que tem disponível e isso significa, às vezes, correr às 5h e, em outras, às 22h.

O Hudson faz natação desde que se entende por gente, mas, entre idas e vindas, nada há uns sete anos sem grandes intervalos. Começou a correr em 2009 por influências de amigos do trabalho – que sempre tenhamos amizades assim! – que estavam sempre combinando de correr e no primeiro treino já deixou para trás 7km e, pouco tempo depois, participou de uma de prova de 16km. De lá até 2011, participou de muitas provas de corrida até chegar a maratona e também se desafiava em travessias aquáticas. Em 2011, comprou uma bike e o triathlon se tornou uma certeza após o primeiro short triathlon – a menor distância do esporte e isso significa 750m de natação, 20km de pedal e 5km de corrida. Em 2012, completou três provas com distância olímpica – o dobro da short, continuou treinando, mas foi em 2014, após se inscrever no Ironman 70.3 de Foz do Iguaçu, que começou a treinar com mais frequência e a se preocupar com alimentação e descanso – o meu ortopedista sempre diz que todo treinamento precisa ter esses dois pilares – e só assim passou a se considerar triatleta. Para o 70.3 de Foz do Iguaçú, ele comprou uma planilha da IronGuides e, ainda por causa dos horários loucos de trabalho, treinava do seu jeito, sabemos que não é o ideal, mas deu certo. E muito!

Um 70.3 completo e uma tatuagem com o símbolo do Ironman na panturrilha direita. Quando perguntei sobre a tatuagem, "depois que fiz essa prova minha cabeça mudou bastante. Tenho certeza que passei a me sentir mais maduro, seguro e a encarar os desafios de uma maneira mais direta. Ente outras coisas, aprendi que quando vencemos nossos limites em uma atividade esportiva, estamos nos convencendo que podemos ir além naquilo em que nos dedicamos" e, confesso, não me surpreendi.

É na natação onde ele menos se esforça e mais sente prazer, no ciclismo tem toda aquela sensação de liberdade e, na medida do possível, se considera um bom corredor. Como se ainda precisássemos de mais motivos para seguir o mesmo caminho, o Hudson não se importa muito com o tempo de prova. No último 70.3 que participou, por exemplo, correu sem relógio e ciclocomputador, afinal, a ideia era fazer a prova no ritmo que seu corpo aguentasse numa boa. 

O anseio por completar um Iron full sempre se fez presente, inclusive antes de se inscrever no Ironman que será no dia 29 de maio de 2016 em Florianópolis, já tinha tentado se inscrever por três anos seguidos, o que considera bom porque, assim, passou por todas as etapas do triathlon – foram um short, cinco olímpicos, dois endurance e dois 70.3, ganhou experiência e se sente seguro para completar um full.

Recentemente, o Hudson disse que eu posso ser triatleta! De verdade, ele foi a primeira pessoa a me incentivar e aqueles motivos do começo do post continuam a triplicar. Por mais que tudo ainda esteja bem no começo, já tenho certeza de que serei eternamente grata. Além disso, ele lançou Diário de um Fotógrafo Triatleta com a idéia de incentivar outras pessoas a praticarem o triathlon por meio de dar dicas de treinos, provas e outros assuntos ligados ao triathlon, além, é claro das melhores fotos de treinos! Vale muito a leitura. É sempre inspirador! 

Dani Germano1 Comment