Review por Odin Aguiar | Hoka One One Clifton 3

É incrível a forma como algumas marcas mexem com nosso emocional, até pouco tempo vivi um amor praticamente platônico com a Hoka One One.

Posso dizer que conheci a Hoka One One há pouco mais de um ano, basicamente enquanto assistia vídeos gringos de ultramaratonas, trail running e reviews. Eu Não conseguia entender como ou porque vários atletas escolhiam algo tão grande, aparentemente pesado e alto, pra mim aquilo não fazia sentido nenhum.

Eu sempre curti experimentar tênis dos mais diferentes modelos, marcas, estilos e até mesmo corro vez ou outra sem eles (isso aí, barefoot) com a pouca experiência que tenho (alguns 7 anos correndo), desenvolvi minhas preferências e entendi o estilo de corrida que acredito ser o melhor para nosso corpo, mas nunca me fechei a uma verdade ou a um conceito apenas.

Partindo desse princípio, comecei a pesquisar, ler e entender a tecnologia envolvida nos tênis maximalistas, estilo que a Hoka One One trouxe ao mundo lá em 2009 ao lançar seus primeiros modelos, entre eles um dos mais vendidos, Clifton

Não demorei muito pra entender o motivo dos Hoka serem tão elogiados quando se fala de longas distancias e triatlo, apesar de parecer pesado, ele não é nem um pouco, pelo contrário é um tênis bem leve se comparado a outros modelos da mesma categoria, também descobri modelos que  possuem algo que gosto bastante quando busco um tênis novo, o drop (diferença de altura do calcanhar para a parte frontal do tênis) é mais baixo que o convencional que normalmente é de 10mm ou 8mm, nos Hoka podemos encontrar modelos de 6mm, até alguns com 4mm de drop o que proporciona uma corrida mais natural.

A essa altura eu já estava louco pra experimentar um Hoka One One, porém, até pouco tempo a marca não estava presente no Brasil, ou seja, para conseguir um apenas importando, mas isso mudou pois esse ano a marca oficializou as vendas em terras tupiniquins. Engraçado que mesmo assim, meu primeiro Hoka foi importado, um amigo estava na Austrália e acabou trazendo um Clifton 3, mesmo sendo um modelo um pouco antigo, acredito que vale a pena falar dele pois é um dos modelos que está sendo comercializado no Brasil.

A primeira vista o tenis é bem robusto, chama atenção pelo acabamento sem costuras no cabedal, leveza (235g tam. 41) e o bendito drop de 5mm. 

blog Zerovinteum por Dani Germano | Odin Aguiar | @correodin | Hoka One One
blog Zerovinteum por Dani Germano | Odin Aguiar | @correodin | Hoka One One

Quando coloquei no pé, entendi do que se tratava todo esse hype que eu havia criado em cima de um modelo, e sim, o hype é bem real.

Ao sair para o primeiro teste pude notar que o fato dele ser mais alto não interfere em nada no equilíbrio pois a forma dele é bem larga, o que proporciona conforto e naturalidade na passada. Um outro detalhe que me agradou demais é o fato da sola ser desenhada de forma que ajuda quem entra com o meio pé, mesmo sendo um tênis com pisada neutra, acredito que seja uma ótima escolha para quem está buscando essa mudança ou já corre há um tempo dessa maneira. A sola ainda possui reforços na parte frontal e no calcanhar, ajudando a dar grip e resistência nas subidas intensas e descidas mais severas. O amortecimento é na medida, nem excessivo nem escasso, o que o torna um tênis bem interessante para quem busca algo hibrido entre longas distancias e velocidade e coloca velocidade nisso, a resposta do tênis é incrível. 

No resumo estou vivendo um caso de amor com o senhor Clifton 3 e pensando em fazer estoque desse modelo lindo e maravilhoso, não lembro quando encontrei um tênis que atendeu tanto as minhas expectativas e necessidades. Talvez o tênis não agrade alguns corredores que entram com o calcanhar, apesar de não ser um tênis especifico para meio pé, o preço talvez assuste, mas quem teve o modelo garante que a durabilidade é um ponto forte, acredito que se você está buscando algo com as características citadas nesse texto, vale a pena experimentar o Hoka One One Clifton 3.